terça-feira, 9 de maio de 2017

O Beagle e suas Tarefas de Trabalho

A raça Beagle foi desenvolvida principalmente para a caça de lebres.
Nos Estados Unidos, a raça foi empregada, desde as primeiras importações, principalmente na caça aos coelhos.
O Beagle tem sido utilizado para a caça de vários animais de pequeno porte, dentre eles a lebre-americana, coelhos-de-cauda-de-algodão, aves de caça, corças, veados-vermelhos, linces-pardos, coiotes, javalis e raposas, existindo inclusive  registros os quais trazem sua utilização também na caça de arminhos (pequeno animal carnívoro, da família dos Mustelídeos, que habita as florestas temperadas da Europa , Ásia e América do Norte).
Na grande maioria dos casos, o Beagle é empregado como um cão de caça, preparando o terreno para a ação do caçador.
Atualmente o Beagle também vem sendo utilizado para detectar alimentos na bagagem de passageiros que trafegam através dos aeroportos Norte Americanos. Após à experimentação de várias outras raças, o Beagle foi escolhido porque é relativamente pequeno e não intimidam as pessoas que se sentem desconfortáveis na presença de cães de grande porte, é de fácil manejo, inteligente e trabalha bem diante do método de recompensas. Ele também é utilizado para esta finalidade em vários outros países, inclusive pela Nova Zelândia, Austrália, Canadá, Japão e República Popular da China.
Muito embora as tarefas básicas do Beagle girem em torno da caça, a raça é muitíssimo versátil e hoje em dia é utilizada em várias outras funções: como na terapia de crianças e adultos convalescentes, detecção de alimentos, detecção de insetos, etc. Na Austrália e nos Estados Unidos o bom faro da raça Beagle está fazendo com que ela venha sendo utilizada também na detecção de cupins em casas de madeira com grande sucesso. E, em função de seu bom desempenho no trabalho como farejador têm sido apontado como possível candidato para detecção de drogas e explosivos.
Devido sua natureza delicada e forma imponente, o Beagle também é frequentemente utilizado em zooterapias, visitando os doentes e idosos em hospitais.
Em junho de 2006, a um Beagle treinado foi creditado o mérito por salvar a vida de seu proprietário após o uso de telefone celular do seu dono para discar um número de emergência.
Logo após o terremoto no Haiti em 2010, um cão Beagle de busca e salvamento com uma equipe de resgate colombiana encontrou a localização do proprietário do Hotel Montana, que foi posteriormente resgatado após passar 100 horas soterrado nos escombros.
Aqui no Brasil, principalmente nos grandes centros urbanos vem sendo largamente utilizado como cãozinho de estimação das famílias, exercendo a função de cão de companhia.
BEAGLE - CANIL PEDRA DE GUARATIBA


segunda-feira, 13 de março de 2017

Isabela é Nome Próprio ou Cor ?

                     Cor Isabela
A história conta em poucas palavras que a filha de Filipe II, de nome Isabel Clara Eugenia de Áustria (1556-1633), que acompanhou o marido, no cerco a Ostende (maior cidade da costa belga banhada pelo Mar do Norte), prometeu que só tiraria a camisa (interior), quando obtivessem êxito na empreitada direcionada à cidade em questão.
Como o cerco obteve uma resistência de quase três anos, a camisa quando foi retirada estava bastante acastanhada, pelo tempo e sujidade...
E, é justamente da associação do nome dessa princesa com a cor de sua camiseta suja que surgiu o nome dessa cor, isabela (isabel), a qual é aplicada em um primeiro momento em relação aos equinos e aos muares dando origem à expressão “cor de burro quando foge”, cor indefinida, muito difícil de ser distinguida, coloração pardacenta característica da pelagem dos burros.
Isabela é uma variante do nome Isabel, que tem origem no nome hebraico Izebel, que significa “casta, pura”.

Isabela ou Isabella?  A forma com duas letras “l” é utilizada por falantes das línguas inglesa, alemã, italiana, norueguesa, sueca, holandesa e romena.

Atualmente a cor isabela é também aplicada há algumas variedades de cores de raças caninas como o Doberman (Doberman Isabela), Sharpei, Greyhounds, Dachshund, etc. É a cor do Waimaraner! Cor de areia, diluição do marrom (fígado).

                    Gene de Diluição
O gene da diluição ocorre no locus D. É recessivo (d é diluído, e D é não diluído) de modo que um cão para ser diluído deve ter o genótipo dd. Um cão que é Dd ou DD terá pigmento normal (não diluído).
Locus: é o lugar específico em que um gene se localiza no cromossomo.
Portanto, do ponto de vista genético um cão de pelagem isabela pode ser considerado como um marrom (fígado) diluído.

O Terrier Brasileiro (Fox Paulistinha) deve sempre possuir três cores:
Ele deve dar a impressão de que originalmente seria um cão branco, com marcações "tan" (castanho) nas laterais do focinho e sobre os olhos, em quem se jogou tinta.
Se a tinta for preta teremos o tricolor de preto, se a tinta for marrom teremos o tricolor de marrom, se a tinta for de um cinza azulado teremos o tricolor de azul e se a tinta for isabela teremos o Tricolor de Isabela.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Fox Paulistinha ou Terrier Brasileiro?

                 Reconhecimento da Raça
Desde o reconhecimento internacional da raça de forma provisória junto à FCI (1995) o Fox Paulistinha passou a ser chamado oficialmente de Terrier Brasileiro.

Como São Paulo foi o estado que inicialmente mais aglutinava criadores da raça que lutavam pelo reconhecimento da mesma, e seus estudos indicavam até aquele momento tal região como a que mais se encontravam exemplares, o nome inicialmente escolhido para representar a raça foi Fox Paulistinha, tanto que, no ano de 1964 quando foi  elaborado o primeiro padrão oficial o nome escolhido não poderia ser outro.

Em 1973 a CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia) suspendeu a emissão de pedigrees em função da insuficiente quantidade de exemplares para manter a raça.
               
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Mas, com o passar dos anos a raça conseguiu propagação a nível nacional, ocorrendo dessa forma um aumento significativo no trabalho de criação, podendo-se observar a existência da raça não só em São Paulo, mas em todo território nacional, passando então a ser chamado de terrier do Brasil, ou seja, Terrier Brasileiro.

A partir desse ponto inicia-se um longo processo de trabalho com o objetivo de se obter o reconhecimento internacional da raça. Sendo assim, em 1995 à FCI (Federação Cinológica Internacional), sediada na Bégica, reconhece a raça de forma provisória. Vindo então o registro em definitivo no ano de e em 2006.